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Brasil

A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) publicou um edital de chamada pública para a compra de alimentos da agricultura familiar. Até o dia 26 de abril, agricultores de cooperativas e associações podem participar da seleção, que vai adquirir mais de 230 toneladas de alimentos até o final do ano.

A compra será feita por meio da modalidade Compra Institucional do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). Os alimentos – grãos, hortaliças, frutas, verduras e legumes – vão ser servidos em três restaurantes universitários da instituição de ensino. Por dia, em média, são ofertadas cerca de 10 mil refeições, nos turnos da manhã, tarde e noite. O investimento previsto para a compra é de R$ 940 mil.

As mulheres rurais e as quilombolas dos municípios maranhenses de Porto Rico do Maranhão, Mirinzal, Cedral, Guimarães, Central do Maranhão, Bequimão e Alcântara terão a oportunidade de colocar em dia, gratuitamente, a documentação. Entre os dias 12 e 21 deste mês, os sete municípios recebem mutirões do Programa Nacional de Documentação da Trabalhadora Rural (PNDTR/ MDA). A expectativa é que sejam atendidas mais de cinco mil pessoas.

Durante os mutirões itinerantes, as trabalhadoras rurais poderão tirar primeira ou segunda via de documentos, como carteiras de identidade e de trabalho, primeira via do CPF, bem como requisitar o número de identificação do trabalhador (NIT/Previdência Social), a Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) e o Certificado de Cadastro de Imóvel Rural (CCIR). Também serão prestados serviços de fotografia, cópia de documentos, registro no INSS e informações sobre o Bolsa Família.

A agricultura familiar brasileira vem ganhando o mundo com a qualidade de seus produtos. A demanda por orgânicos é crescente e o mercado europeu se destaca como um dos mais importantes. E para facilitar o acesso a esse espaço, o MDA decidiu coordenar uma iniciativa, um projeto, para fortalecer cooperativas e associações, ou redes, de agricultura familiar na oferta e comercialização de seus produtos, com foco no mercado europeu.

Os interessados em participar como possíveis beneficiários do ‘Projeto de Promoção Comercial Internacional da Agricultura Familiar de base agroecológica e orgânica’ tem até o dia 25 de abril para se cadastrarem no site do MDA. A inscrição foi lançada por Chamada Pública, que prevê a identificação de interesse, adesão, habilitação e classificação dos empreendimentos que tenham interesse em participar da iniciativa.

A ideia de construir a Casa das Mulheres começou faz três anos. Sonho das irmãs Ana Terra e Watatakalu. Contaram com o apoio e a ajuda do pai, Pirakumã Yawalapiti, um dos poucos homens a incentivar a iniciativa. Sua morte súbita no ano passado interrompeu a obra por um tempo. A inauguração está prevista para agosto

Na tradição indígena, a Casa dos Homens é o lugar onde eles se reúnem para tomar decisões. Mulheres não entram. Isso vale para outras situações. Em algumas etnias, como os Yawalapiti, do Parque Indígena do Xingu (PIX), existem objetos sagrados, como as flautas sagradas, que não podem ser vistas por mulheres.

Ana Terra Yawalapiti e sua irmã Watatakalu fazem parte de um grupo de mulheres da aldeia Tuatuari, no Alto Xingu, que iniciaram no ano passado a construção da Casa das Mulheres, um sonho que acalentavam há anos. 

Mais de cem Munduruku foram até o rio Tapajós, considerado sagrado pelo povo, para passar um recado para o mundo: "Barre a barragem. Mantenha o rio Tapajós vivo". Segurando faixas em diversas línguas, eles protestaram contra a construção de barragens no rio que sustenta sua cultura e modo de vida, além de uma rica biodiversidade.

Ao todo, há 43 hidrelétricas previstas para a bacia do Tapajós, sendo a maior delas a de São Luiz do Tapajós, próxima a Itaituba, no Pará. Com 7,6 quilômetros de cumprimento e mais de 53 metros de altura (o equivalente a um prédio de 18 andares), a barragem planejada terá um reservatório de 729 km² (extensão maior do que a cidade de Salvador). Se construída, São Luiz do Tapajós vai destruir 14 lagoas sazonais e perenes, mais de 7 mil hectares de pedrais (áreas com pedras nos rios importantes por abrigar diversas espécies de peixes, morcegos e aves), 320 ilhas e 17 corredeiras, alerta a ONG Greenpeace.

A usina deve inundar ainda parte dos cerca de 178 mil hectares da Terra Indígena Sawré Muybu, do povo Munduruku, que teve seu processo de demarcação paralisado por conta dos interesses do governo na área para a hidrelétrica. 

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