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Brasil

A mais premente ameaça aos quilombolas em Oriximiná são os interesses minerários incidentes em seus territórios. Dados levantados pela Comissão Pró-Índio junto ao Departamento Nacional de Produção Mineral/Ministério de Minas e Energia, em março de 2016, indicavam a existência de mais de 85 processos minerários em terras quilombolas em diferentes etapas sobrepondo-se à 24% de sua dimensão total.  

Apenas a Mineração Rio do Norte (MRN) já desenvolve atividades no município de Oriximiná. A empresa que tem a Vale como acionista majoritária é a maior produtora de bauxita do Brasil. Todo o minério é extraído do interior da Floresta Nacional Saracá-Taquera, unidade de conservação federal. Em 2013, a MRN obteve Licença de Operação do Ibama para explorar o platô Monte Branco localizado no interior da Terra Quilombola Alto Trombetas 2.

Sem terem sido ouvidas, comunidades tradicionais intensificam mobilização contra sanção de PL 249/2013, já aprovado, que transfere à iniciativa privada 25 áreas florestais

São Paulo – Comunidades indígenas, quilombolas, caiçaras e outras tradicionais, residentes em áreas que compõem os parques e unidades de conservação estaduais que deverão ser concedidos à iniciativa privada, reivindicam a autogestão. Reunidos em consulta pública na tarde de ontem (23), na Assembleia Legislativa de São Paulo, suas lideranças reafirmaram a resistência contra o Projeto de Lei (PL) 249/2013.

De autoria do governo, o projeto aprovado no último dia 1º, às vésperas do Dia Mundial do Meio Ambiente, autoriza o governo a conceder, por até 30 anos, 25 áreas florestais localizadas em várias regiões do estado para exploração econômica.

O Conselho Indígena de Roraima (CIR), diante do massacre cometido contra os povos indígenas Guarani e Kaiowá, da Terra Indígena Dourados – Amambai Peguá, município de Caarapó do estado de Mato Grosso do Sul, ocorrido nesta terça-feira, 14, tirando a vida de mais uma liderança indígena, Clodiodi Aquileu Rodrigues de Souza, 26 anos, e deixando outros seis gravemente feridos, entre eles, uma criança, veemente repudia o massacre e ao mesmo tempo, manifesta ao Estado e a sociedade brasileira um questionamento. Até quando esse massacre contra nós povos indígenas do Brasil, contra os povos indígenas de Mato Grosso do Sul?

De longe acompanhamos tamanho massacre, violência e ameaça cometido contra nossos parentes indígenas de Mato Grosso do Sul, mas podemos sentir na pele a dor da violência, da morte, a agonia da perseguição, sobretudo, da falta de sensibilidade e respeito humano que nos afetam cotidianamente.

Em entrevista, Rosélia Batista, do programa da FASE na Bahia, conta um pouco da história real de construção da Cooperativa dos Trabalhadores na Agricultura Familiar, Economia Solidária e Sustentável dos Municípios de Mutuípe e do Vale do Jiquiriçá (Coopeípe)

Em meio à crise no país, a experiência de uma cooperativa na Bahia inspira e anuncia uma nova economia. Rosélia Batista, do programa da FASE no estado, explica que a instituição gera valores para além dos financeiros, como a solidariedade e a comercialização justa. “Estamos trabalhando o cooperativismo”, ressalta. A ideia é permitir uma melhoria de vida, com autonomia no trabalho, e o cultivo de alimentos realmente saudáveis. No meio do caminho, muito se debate sobre direitos, meio ambiente e o combate ao uso de agrotóxicos.

Em oficina organizada pela Acorquirim e o programa da FASE no MT, a juventude rural e pelas mulheres da comunidade Ribeirão da Mutuca relatam sofrer discriminação apenas por ser negro, quilombola e trabalhador/a rural

A discriminação sofrida apenas pelo fato de ser negro, quilombola e trabalhador/a rural, foi destacada pela juventude rural e as mulheres da comunidade Ribeirão da Mutuca, durante duas atividades organizadas para a pela Associação da Comunidade Negra Rural Quilombo Ribeirão da Mutuca (Acorquirim) e pelo programa da FASE no Mato Grosso (MT). As oficinas “Perspectivas e planejamento para a juventude rural” e “Oficina de diagnóstico de gênero” aconteceram junto a outras quatro comunidades quilombolas, que constitui o quilombo Mata Cavalo, situado no município de Nossa Senhora do Livramento, a 32 quilômetros de Cuiabá.

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